2019-03-12

Uma ilha, um vulcão, três corpos que vão dar à costa

O Arquipélago do Cão, o novo romance de Philippe Claudel, é uma parábola moderna passada numa ilha do Mediterrâneo

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Phillippe Claudel apresenta no dia 21 de março, em Lisboa, o seu novo romance, O Arquipélago do Cão, que chega às livrarias na semana anterior, a 14 de março. Esta sombria parábola sobre o cinismo e a indiferença dos tempos modernos tem como cenário uma pequena ilha mediterrânea regida por um vulcão, onde nada acontece. Até que um dia três corpos negros vão dar à costa, e cabe a um pequeno grupo da ilha decidir o seu destino.

«Sombrio, contemporâneo, perfeito» (Livres Hebdo), um «thriller de impacto duplo, implacável» (Elle), este é um romance que, como já é habitual na obra de Claudel, provoca algumas das questões fundamentais para os nossos dias. A apresentação deste livro, que conta com a participação do seu tradutor, Artur Lopes Cardoso, realiza-se a 21 de março, às 19:00, na Médiathèque do Institut Français du Portugal, em Santos, Lisboa.

SINOPSE

«A história que ides ler é tão real como vós o sois. Passa-se aqui, tal como teria podido desenrolar-se ali. Seria demasiado cómodo pensar que aconteceu noutro lugar. Os nomes dos seres que a povoam pouco importam. Poderiam ser alterados. Pôr os vossos no lugar deles. Assemelhais-vos tanto, procedendo do mesmo molde inalterável. Estou certo de que, mais cedo ou mais tarde, fareis a vós próprios uma pergunta legítima: terá ele sido testemunha do que nos conta? A minha resposta é: sim, fui testemunha disso. Tal como vós o fostes, mas não quisestes ver.» Três cadáveres de homens negros dão à praia, numa pequena ilha perdida do arquipélago do Cão. Dominados pela força divina do vulcão Brau, as gentes do Cão vivem da pesca, da agricultura, da vinha. Todos se conhecem. Que fazer com aqueles corpos? Philippe Claudel, com mão de mestre, escreve uma história notável, uma negra parábola sobre o cinismo, a indiferença e a apatia moral que invade o nosso tempo, tendo como pano de fundo a tragédia das migrações mediterrâneas de hoje.

O AUTOR

Escritor e argumentista, Philippe Claudel nasceu em Nancy, França, em 1962. A sua vasta obra foi também distinguida com inúmeros galardões e traduzida para cerca de trinta línguas.

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