2020-07-31

Livro-manifesto reclama O Fim do Armário

Jornalista argentino Bruno Bimbi analisa as vivências e as lutas de lésbicas, gays, bissexuais e trans no século XXI, num livro agora publicado em Portugal pela Sextante Editora

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O que significa ser transgénero ou bissexual nos nossos dias? Que batalhas tiveram de enfrentar, e enfrentam ainda, estas pessoas cuja liberdade individual é tolhida pela ignorância, a incompreensão e a intolerância alheias? O Fim do Armário, o segundo livro do jornalista e investigador argentino Bruno Bimbi — também já publicado com sucesso no Brasil, no Peru, em Espanha e no México —, fala disso mesmo.

 

Recorrendo a uma linguagem clara e direta, o autor assina aqui uma série de textos analíticos, crónicas e estudos de caso de vários pontos do mundo. Abordando a questão de uma perspetiva simultaneamente individual e coletiva, política e cultural, esta obra procura desconstruir os preconceitos em redor da comunidade LGBT, revelando exemplos da perseguição e da marginalização que esta tem sofrido ao longo dos tempos. Hoje, em alguns países, é certo que há muitas conquistas a assinalar. Porém, há ainda muitos direitos pendentes, defende Bimbi, para quem a luta pelo "fim do armário" deve ser una e não segmentada.

 

Atualizada pelo autor, a edição portuguesa do livro contém um novo capítulo sobre Jair Bolsonaro, a extrema-direita europeia e o perigo que o fundamentalismo religioso representa em todo o mundo. «O Fim do Armário é um documento de época, um álbum de fotografias, um filme inconcluso. E é também o testemunho mais claro e contundente de que nada mais será como antes», avisa o jornalista e escritor Osvaldo Bazán, no prólogo da obra.

 

O livro estará disponível nas livrarias a 6 de agosto.

 

Sobre o livro

 

Ninguém é realmente livre se a liberdade não for para todos. O Fim do Armário é uma crónica notável das mudanças experimentadas por lésbicas, gays, bissexuais e trans no século XXI, mas não foi escrito apenas para eles. É um livro para leitores de todas as orientações e identidades de género, que conta uma série de histórias e explica coisas que a maioria dos leitores desconhece. Avanços e retrocessos, mitos e preconceitos, alegrias e tristezas, tudo interessa a Bruno Bimbi, que integra, nesta narrativa corajosa, histórias pessoais e coletivas de todo o mundo. O livro fala de homofobia e transfobia, mas também de racismo e antissemitismo. Desfilam pelas suas páginas o papa Francisco, os pastores evangélicos brasileiros, Jair Bolsonaro, Nicolás Maduro, os clérigos iranianos e a extrema-direita espanhola, mas também Alan Turing, Pedro Zerolo, Laverne Cox, Rosa Parks e as travestis rebeldes de Stonewall.

 

CRÍTICA INTERNACIONAL

 

«Durante séculos foi o silêncio; agora, muitos de nós procuramos palavras. Livros como O Fim do Armário ajudam-nos a romper moldes, preconceitos, ignorâncias, e a encontrá-las: a aprender a falar destes tempos em que a sexualidade e os géneros já se dizem num plural que cresce e cresce.»

Martin Caparrós (jornalista, escritor e historiador argentino)

 

«Com erudição e profundidade reflexiva, Bimbi debruça-se sobre a intimidade da relação sexual entre dois homens e duas mulheres — e a curiosidade que ela gera nos heteros — a construção cultural do ódio homofóbico e o papel das igrejas cristãs fundamentalistas nesta construção. Uma prosa brilhante e necessária.»

Jean Wyllys (ex-deputado federal brasileiro)

 

«Um livro jornalístico fantástico. Narra inúmeras histórias atraentes, cativantes, estremecedoras, que a maioria dos leitores desconhece.»

Ernesto Tenembaum (jornalista argentino)

 

O autor

 

É um jornalista, escritor e ativista LGBT argentino. Nascido em 1978 em Avellaneda, província de Buenos Aires, começou o seu trabalho como jornalista na revista Veintitrés, fundada por Jorge Lanata. Escreveu artigos para os jornais Página/12, Crítica de la Argentina, Tiempo Argentino, O Globo, Folha de São Paulo, The New York Times em espanhol, e para diversas revistas e publicações online. Foi por oito anos correspondente no Brasil para Todo Noticias, principal canal de notícias da Argentina, onde ainda trabalha como colunista. É autor dos livros Casamento Igualitário e O Fim do Armário, que agora chega a Portugal depois do grande sucesso das edições argentina, brasileira, peruana, espanhola e mexicana. Bruno Bimbi viveu dez anos no Rio de Janeiro, é mestre e doutorado em Letras e Estudos da Linguagem pela PUC-Rio e adquiriu a nacionalidade brasileira. Depois de ter sido um dos responsáveis da campanha que levou à aprovação do casamento igualitário na Argentina — o tema do seu primeiro livro —, coordenou também a campanha no Brasil, convocado para essa tarefa pelo ex-deputado Jean Wyllys, de quem foi assessor durante os seus dois mandatos no parlamento brasileiro. Tal como Jean Wyllys, Bruno Bimbi decidiu abandonar o Brasil depois da eleição de Jair Bolsonaro e, desde então, vive em Barcelona, onde fez um mestrado em Criação Literária na Universidade Pompeu Fabra.

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