2018-07-09

Teatro da Trindade homenageia Carmen Dolores

Vozes dentro de mim será adaptado ao teatro, com encenação de Diogo Infante e protagonizado por Natália Luiza.

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No dia 11 de julho estreia no Teatro da Trindade o espetáculo Carmen, uma coprodução Teatro da Trindade e Teatro Meridional, que estará em cena até 29 de julho. Encenada por Diogo Infante e com interpretação de Natália Luiza, esta grande homenagem a Carmen Dolores é feita a partir de Vozes dentro de mim, o livro da atriz publicado pela Sextante Editora há precisamente um ano, com as suas memórias e reflexões sobre a vida em palco e a forte ligação com as personagens que interpretou ao longo de quase 70 anos. Carmen interpela as vozes dessas personagens, dialoga com elas, consigo própria e com o público. Fala-nos sobre a arte, sobre a vida e sobre a morte.

A 11 de julho, para além da estreia desta peça, o Teatro da Trindade homenageia a atriz e autora com a inauguração de uma instalação sobre a sua vida e carreira, e dando um novo nome à sua sala principal: Carmen Dolores.

SOBRE O LIVRO

«A voz, ex-libris da identidade que a definiu, tornou-a referência na comunicação em língua portuguesa, ao serviço da grande literatura (sobretudo poesia), que tem divulgado encantatoriamente. No teatro, no cinema, na televisão, em recitais, em livros, em conferências, Carmen Dolores transformou a carreira pessoal numa obra de abertura aos outros, de acrescentamento dos outros, ajudando a despertar para a cultura várias gerações de nós, gerações que lhe são para sempre devedoras (…). Carmen Dolores soube abandonar os palcos em apoteose – na peça Copenhaga, superiormente encenada por João Lourenço – mas não o público, que a esse continua ligada pela escrita (fascinantes as suas memórias), pelo convívio (é uma oradora notável), pela disponibilidade de subtilíssimas atenções. A busca da harmonia e da sabedoria, da solidariedade e da criatividade marcou-a indelevelmente, corajosamente – veja-se a sua lucidez nos ímpares Comediantes de Lisboa e Teatro Moderno de Lisboa, por exemplo; veja-se a sua intensidade nas inigualáveis Espingardas da Mãe Carrar e Danças da Morte (as duas magníficas versões de Jorge Listopad), por exemplo. Maravilhosa Carmen Dolores!» Fernando Dacosta

A AUTORA

Carmen Dolores (Lisboa, 22 de abril de 1924) estreou-se na rádio, aos 14 anos, onde manteve depois uma intensa atividade, nomeadamente em programas de divulgação de poesia. Apareceu pela primeira vez no cinema protagonizando o filme Amor de perdição (1943). A sua aparição nos palcos aconteceu em 1945, na Companhia dos Comediantes de Lisboa. Transitou depois para o Teatro Nacional, onde permaneceu durante oito anos, tendo passado pelo Teatro de Sempre e pelo Teatro Nacional Popular. No início dos anos 60 foi uma das fundadoras do Teatro Moderno de Lisboa. Representou também na Casa da Comédia e no Teatro Aberto. Ao longo dos seus 60 anos de carreira, para além de um brilhante percurso no teatro, continuou a trabalhar em cinema e televisão (peças de teatro, séries e protagonizando telenovelas). Em 2005 foi condecorada pelo Presidente da República Jorge Sampaio com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Entre vários outros prémios, recebeu em 2016 o Prémio Sophia, de Carreira, pela Academia Portuguesa de Cinema, e o Prémio António Quadros de Teatro, pela Fundação António Quadros. É autora dos livros de memórias Retrato inacabado (O Jornal, 1984) e No palco da memória (Sextante, 2014), e coautora, com Tito Lívio, da obra Teatro Moderno de Lisboa – 1961-1965 – Um marco na história do teatro português (Caminho, 2009).

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