2020-03-19

A voz única de Ismail Kadaré às ordens d’O General do Exército Morto

Sextante Editora publica romance que revelou ao mundo um dos mais importantes autores dos nossos tempos

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Vinte anos após a derrota da Itália na Segunda Guerra Mundial, um general italiano é enviado à Albânia para recuperar os corpos dos soldados italianos aí abandonados. Por lá se cruzará com um general alemão incumbido de tarefa semelhante. Neste romance, Ismail Kadaré observa com ironia feroz o espetáculo de drama e humor que é a «tarefa odiosa» dos generais dos exércitos mortos. «Aquilo que fazemos é uma espécie de um duplicado da guerra», diz O General do Exército Morto. «Talvez seja mesmo pior do que o original», replica o seu congénere.

 

A história ganha uma nova dimensão quando, com base em testemunhos orais de habitantes locais e diários de soldados encontrados pelos oficiais, é reconstruída a tal «época em que éramos obrigados a viver nas trevas, em que éramos forçados a esconder-nos de nós próprios», nas palavras do general italiano. Página a página, o leitor fica ainda a conhecer a personalidade singular da Albânia, país «onde a bandeira simboliza apenas o sangue e o luto». Neste livro, há um exército inteiro embrulhado em náilon a prová-lo.

 

O livro estará disponível nas livrarias a 19 de março.

 

«Kadaré é uma voz única da ficção contemporânea.»

Kirkus Review

 

«Meditação sobre as consequências da guerra, relato comovente sobre o dever e a perda.»

New York Book Review

 

Sobre o autor:

 

Ismail Kadaré nasceu em 1936, em Gjirokastra, no Sul da Albânia. Estudou em Tirana e em Moscovo no Instituto Gorky. Após a rutura do seu país com a União Soviética, em 1960, iniciou uma atividade jornalística e publicou os seus primeiros poemas. Entre 1970 e 1982, foi deputado da Assembleia Popular de Tirana, tendo em outubro de 1990 obtido asilo político em França. É o mais conhecido escritor albanês e as suas obras estão traduzidas em diversas línguas. De entre os seus livros mais importantes destacam-se os romances O General do Exército Morto (1963), Crónica da Cidade de Pedra (1971), Os Tambores da Chuva (1972), O Concerto (1988), Abril Despedaçado (1978), O Palácio dos Sonhos (1981), A Pirâmide (1992) e a seleção de textos Três Contos Fúnebres pelo Kosovo (1998). Em 2005, Kadaré foi galardoado com o primeiro prémio Man Booker International pela sua carreira literária. Em 2009 e 2015 recebeu, respetivamente, o Prémio Príncipe das Astúrias e o Prémio Jerusalém.

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