2019-08-27

A Peregrinação de Olivier Rolin

Novo livro do autor confirma a sua ligação a Portugal

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Peregrinação, o novo livro de Olivier Rolin, chega às livrarias a 29 de agosto com a chancela da Sextante Editora. Um grande e notável retrato do mundo contemporâneo e de um escritor que o percorre. Dezenas de histórias e de viagens cruzam-se num novelo de lirismo, espanto, paixão e compaixão, amor pela literatura.

Este livro, escrito em grande parte em Cascais – no âmbito das Residências Internacionais de Escrita Dom Luís I –, é por desejo do autor publicado ao mesmo tempo em Portugal e em França, onde tem como título Extérieur Monde. O título em português, escolhido pelo autor, é, evidentemente, uma homenagem à literatura e à língua portuguesa, que Olivier Rolin tão bem conhece e às quais este livro passa agora a pertencer. «Gosto de mapas, gosto dos nomes que constelam os atlas geográficos, tenho logo vontade de ir ver como aquilo é, lá longe (imagino que esta curiosidade pelo mundo possa fazer ressoar alguns ecos no país dos descobrimentos). Este livro é uma viagem através das minhas viagens, um mosaico composto a partir de dezenas de quadros, de retratos, de histórias, da China ao Chile, do Afeganistão ao Sudão. Rostos, vozes, paisagens, desenham um mundo pessoal, sentimental, às vezes trágico, às vezes divertido, que é o meu. Acontecimentos graves são aí evocados, catástrofes, guerras civis, assim como minúsculas anedotas. Este périplo da memória através dos lugares e dos tempos, que começa e acaba, por acaso, nos Açores, traça sem dúvida também, distraidamente, sem quase o querer, um retrato do autor como globo terrestre.» Olivier Rolin

O AUTOR

Olivier Rolin nasceu em França, a 17 de maio de 1947, e passou parte da sua infância em África. O seu primeiro romance foi Phénomène futur (1983), sendo hoje um dos nomes mais respeitados da literatura francesa contemporânea. Quase todos os seus romances foram publicados em Portugal, entre eles O bar da ressaca, A invenção do mundo, Porto-Sudão (Prémio Femina 1994), Tigre de papel (Prémio France Culture 2003), Um caçador de leões, O meteorologista e Veracruz. Em 2010 foi distinguido pela Academia Francesa com o Prémio de Literatura Paul-Morand.

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