Um dia na vida de Ivan Deníssovitch

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SINOPSE

Expressamente citado pela Academia Sueca no momento da atribuição do Prémio Nobel de Literatura a Aleksandr Soljenítsin, em 1970, Um dia na vida de Ivan Deníssovitch foi o primeiro romance publicado na União Soviética relatando a vida nos campos de trabalho dos prisioneiros políticos e a repressão estalinista.

Nessa altura, em 1962, embora causando grande polémica interna, a obra foi saudada em todo o mundo como símbolo da nova literatura russa e da abertura krutcheviana. Mas em 1974 Soljenítsin viria, depois de expulso da União dos Escritores, a ser detido e deportado.

Um dia na vida de Ivan Deníssovitch relata um dia de um prisioneiro num gulag do Cazaquistão. Narrativa brilhante e densa, herdeira das grandes tradições da literatura russa.

A Sextante inicia com este romance a publicação em Portugal de obras de Aleksandr Soljenítsin pela primeira vez traduzidas diretamente do russo. Seguir-se-ão o romance A casa de Matriona e o volume de contos Zacarias Escarcela e outros contos.
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

A vida em cativeiro
Ivania | 2020-05-02
Descrição crua de um dia num Gulag, escrita poderosa, muito bom.
A Simplicidade desarmante de uma vida em cativeiro
JM | 2018-10-02
A descrição do escritor de um dia na vida deste prisioneiro é simplesmente brilhante. A atenção dada aos pormenores e as descrições de uma vida dura em cativeiro, trabalho árduo e temperaturas negativas, fazem com que estejamos também lá com ele a sofrer.

DETALHES DO PRODUTO

Um dia na vida de Ivan Deníssovitch
ISBN: 978-989-676-168-4
Edição/reimpressão: 03-2017
Editor: Sextante Editora (chancela)
Código: 07168
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 176
Tipo de Produto: Livro
PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1970

Escritor russo, Aleksandr Isayevich Solzhenitsyn - por vezes escrito Alexander Soljenitsine - nasceu em Kislovodsk, no Cáucaso, a 11 de Novembro de 1918. O pai morreu na guerra, antes do seu nascimento. Aos seis anos, mudou-se com a mãe para Rostov, onde viria a estudar Matemática. Participou na Segunda Guerra Mundial, sendo várias vezes condecorado. Uma carta dirigida a um amigo, em que expressa as suas opiniões sobre Estaline, levou-o à prisão, tendo sido condenado a trabalhos forçados. Em 1962 publicou Um Dia na Vida de Ivan Denissovitch, um depoimento sobre o sistema prisional. O Primeiro Círculo e O Pavilhão dos Cancerosos, editados em 1968 no estrangeiro, trouxeram-lhe o reconhecimento internacional. Agosto 14 corresponde ao início de uma vasta obra de natureza histórica. Em 1970 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Literatura, mas receando que lhe interditassem o retorno ao país, não foi recebê-lo a Estocolmo. Pouco depois da publicação de O Arquipélago de Gulag em Paris, em 1974, foi preso, julgado por traição e, finalmente, condenado ao exílio. Instalou-se nos Estados Unidos, prosseguindo a sua obra literária e procurando reunir os dissidentes na sua luta contra o sistema vigente na URSS. Em Setembro de 1991 foi por fim ilibado da acusação de traição pelo governo soviético e, em Julho de 1994, voltou à Rússia.
Escritor de inspiração católica, a libertação interior do homem é o tema central da sua obra e a razão da sua luta.
Faleceu a 3 de Agosto de 2008, em Moscovo, aos 89 anos.

Aleksandr Solzhenitsyn. In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2011.
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