Compota de damasco e outros contos

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SINOPSE

Depois de mais de duas décadas de vida no exílio, Aleksandr Soljenítsin voltou à Rússia em 1994 e publicou oito contos duplos. Estas extraordinárias histórias – interrelacionadas e justapostas usando uma técnica de escrita experimental a que Soljenítsin chamou «binária» – juntam-se neste volume ao conto mais extenso, «Adlig Schwenkitten», e vêm adicionar-se às suas obras já anteriormente publicadas como parte da mais poderosa literatura do século xx.

Com a vida soviética e pós-soviética em fundo, estes contos iluminam a experiência russa durante o regime soviético. Em «A geração futura», um professor promove um triste estudante proletário por mera bondade. Anos mais tarde, esse mesmo professor é detido pela polícia e, numa espantosa reviravolta do destino, é interrogado por esse seu ex-aluno. Em «Nástenka», duas jovens mulheres com o mesmo nome levam vidas rotineiras e ordenadas, até que a Revolução provoca mudanças radicais nas suas vidas.

Traduzido agora diretamente do russo para o português por António Pescada, Compota de damasco e outros contos é um exemplo marcante da voz singular deste autor e consolida o seu lugar como um dos gigantes da literatura contemporânea.

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DETALHES DO PRODUTO

Compota de damasco e outros contos
ISBN:978-989-676-127-1
Edição/reimpressão:10-2015
Editor:Sextante Editora (chancela)
Código:07208
Idioma:Português
Dimensões:152 x 235 x 23 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:376
Tipo de Produto:Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1970

Escritor russo, Aleksandr Isayevich Solzhenitsyn - por vezes escrito Alexander Soljenitsine - nasceu em Kislovodsk, no Cáucaso, a 11 de Novembro de 1918. O pai morreu na guerra, antes do seu nascimento. Aos seis anos, mudou-se com a mãe para Rostov, onde viria a estudar Matemática. Participou na Segunda Guerra Mundial, sendo várias vezes condecorado. Uma carta dirigida a um amigo, em que expressa as suas opiniões sobre Estaline, levou-o à prisão, tendo sido condenado a trabalhos forçados. Em 1962 publicou Um Dia na Vida de Ivan Denissovitch, um depoimento sobre o sistema prisional. O Primeiro Círculo e O Pavilhão dos Cancerosos, editados em 1968 no estrangeiro, trouxeram-lhe o reconhecimento internacional. Agosto 14 corresponde ao início de uma vasta obra de natureza histórica. Em 1970 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Literatura, mas receando que lhe interditassem o retorno ao país, não foi recebê-lo a Estocolmo. Pouco depois da publicação de O Arquipélago de Gulag em Paris, em 1974, foi preso, julgado por traição e, finalmente, condenado ao exílio. Instalou-se nos Estados Unidos, prosseguindo a sua obra literária e procurando reunir os dissidentes na sua luta contra o sistema vigente na URSS. Em Setembro de 1991 foi por fim ilibado da acusação de traição pelo governo soviético e, em Julho de 1994, voltou à Rússia.
Escritor de inspiração católica, a libertação interior do homem é o tema central da sua obra e a razão da sua luta.
Faleceu a 3 de Agosto de 2008, em Moscovo, aos 89 anos.

Aleksandr Solzhenitsyn. In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2011.
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